A prática da arte marcial vem auxiliar toda e qualquer outra possibilidade de educação, uma vez que se o indivíduo inicia a prática da arte marcial, ele sentirá literalmente na pele que RESPEITO, DIGNIDADE, ALTERIDADE e BOM SENSO, não apenas correspondem a sua visão particular e/ou equivocada de mundo, e sim, são itens indispensáveis para que haja de fato o desenvolvimento da moral sadia e de fato coletiva.

          Muitas pessoas pensam hoje em dia, diante da onda de violência que repercute pelo mundo, que o melhor mesmo é fazer justiça com as “próprias mãos”. Não é esse o intuito da prática de uma arte marcial. Não se pode responder por todo ser humano existente no planeta, mas é fato que há aqueles que, ainda sabendo que qualquer acontecimento não depende de determinado indivíduo particular necessariamente, pretender testas seus limites abusando do limite alheio e, desta forma, estabelecendo certo desequilíbrio na balança do convívio pluricultural. O conhecimento acerca de determinada arte marcial não tem utilidade exibicionista, muito menos caótica, de prejudicar intencionalmente a integridade física e moral do outro. Pelo contrário, além de prática desportiva, de arte milenar e de filosofia de vida, a arte marcial também é uma possibilidade de defesa pessoal.

          Entende-se defesa pessoal não como ofensa, ataque, e sim como saber manter a própria integridade, numa situação em que não haja alguém que possa fazê-lo e, conseqüentemente, saber controlar a situação a ponto de conduzir o ofensor a alguma autoridade competente para resolver a situação, mantendo também sua integridade.

          Assim, a aprendizagem da arte marcial visa, antes de qualquer outro objetivo, colaborar, nesse caso, com a educação, de modo a ser mais um estímulo, um reforço positivo para a construção de um caráter sólido, digno e, de fato, “sociopluricultural”.